MEMÓRIAS NATALINAS (SONETO I)

Isolada, sem energia, assim era a casa

Na cozinha, fogão à lenha aceso, ardia

Até esfriar e virar cinzas a última brasa

Noites natalinas, a família, assim se reunia

 

Na acanhada sala rezávamos a novena

Na penumbra subiam chamas da candeia

O som da Noite Feliz naquela cantilena

Alegrava, mas, em casa não servia ceia

 

Noutro canto a pequena árvore de natal

De cima a baixo toda adornada, singela

Tendo caixa de madeira como pedestal

 

O Menino Deus iluminado por uma vela

Na manjedoura feita de forma artesanal

Sem fotos: memórias de uma Noite Bela…

SÉRIE: SONETOS DE NATAL

 ESTEVAM MATIAZZI- NATAL DE JESUS 2016 ANOS

PS1: Memórias da segunda infância (6 aos 10 anos). Detalhe: não tenho memórias natalinas da 1ª infância, talvez, as deletei pelas muitas dificuldades que vivíamos naquele tempo, maiores, que as descritas no Soneto da 2ª infância. 

20 comentários

    • Celebriamo la vita rappresentata nella semplice immagine di un ragazzo che, fin da piccolo, ha vissuto l’ineguaglianza nella condizione umana e nella condizione divina ci ha lasciato l’esempio dell’amore e della pace. Abbraccio fraterno, Roberto a te e famiglia.

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  1. Estevem, quye beleza. Deu pra ver e reviver um Natal especial assim. Lindíssima tua participação e tomara o Natal seja assim com essa intensidade vivido e simplicidade. Não precisamos muito… ADOREI! Obrigadão! Já coloquei teu link lá! abtação, FELIZ NATAL! chica

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    • Olá Chica eu quem agradeço. É um prazer conseguir participar com uma contribuição poética num grupo tão seleto.
      Fraterno abraço. Celebremos a vida, a amizade e a fé que nos move. 🌹🌺🌹

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    • Nas memórias natalinas do eu lírico, o Menino Deus está ocupando o lugar de destaque como deve ser.
      A Noite Feliz reverbera no coração pueril, trazendo paz, aconchego e sentimento de família no sentido estrito da palavra.
      No texto , Jesus está no presépio que Ele ganhou de presente de alguma mão fervorosa e que sabe que a fé em Deus, a alegria do nascimento de Jesus vem de dentro para fora.
      Que maravilha! 😊

      Curtido por 2 pessoas

      • Tenho em mente escrever sonetos de natais sobre várias fases de minha vida… A ideia era escrever um para cada ano, mas, como este ano foi atípico, acabou saindo o 5º também… Este quarto é de uma memória pueril de um tempo de muitos pesadelos , cujas celebrações de natal, eram um alívio para uma criança dos 6 aos 10 anos.
        Meu abraço.

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  2. Puxa, poeta, tanta lindeza, simplicidade e pureza ao mesmo tempo… Os Natais de antigamente têm um encanto tão grande quando olhamos para trás…acho que algo se perdeu de lá para cá além dos anos… Qual será o olhar de nossos filhos? Sabe que vou perguntar? Lindo, Estevam. FELIZ NATAL para você e sua linda família!

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    • Alda, posso dizer o que minha filha e meu filho dizem. Sofia é encantada com o Natal e com tudo que é festa (rsrsrss) DNA da mãe dela. Já Emmanuel, é o primeiro natal que ele começa a se encantar.. Depois das crianças voltamos a montar árvore de natal, enfeitar a casa, preparar o clima.. Então eles, me parece têm uma imagem (para todas as crianças deveria ser assim) de encantamento…
      Meu abraço amigo e poético… Muito feliz, estou, de mesmo com todo o distanciamento deste ano termos nos aproximado ainda mais pelas vias da poesia.
      Abraço à ti e ao seu fotografo (digo, marido).

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      • Kkkkk. Perguntei aos meus filhos. Têm imagem bonita, encantamento com Papai Noel e presentes, árvore enfeitada, passeios e a magia da noite do Natal. Para criança a fase em que acreditam no Noel é a mais mágica. Uma vez uns colegas falaram para eles que não existia Noel. Vieram me perguntar. “Mamãe, acredito em você, Paoai Noel existe”. “Sim, filho, ele é um ser mágico que existe na nossa imaginação”. Voltou feliz para os amigos. “Acredito na minha mãe!”. Mais tarde quando descobriram a verdade vieram me questionar. Falei que não menti, que disse que existia na imaginação. Aceitaram. Rsrs E sou como a Sofia e a Nina, adoro todas as festas que podem aproximar a família. Abraços para todos vocês. Parece que conheço você e os seus faz tempo. Magia da poesia… Tudo de bom, amigo.

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  3. Na minha já distante infância, o Natal trazia medo – do papai noel-, mistério, encontro, fantasia e fé. A cada ano um quê de renovação interior e um pouco mais de consciência. A criança sabe, sente, vive, sofre, alegra. Tantas vezes em silêncio, daquele que diz tudo. Teu poema traz muito da vida, a própria vida feita por quem nela e por ela semeia fé e liberdade.

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    • Olá Fernando. Esta noção do semear, talvez seja, a grande marca do Natal… Digo o natal mesmo daquele menino que outrora nasceu sem ser aceito na totalidade e, depois de dois mil anos continua a não ser ser aceito, apesar de todos os anos durante todo este tempo dizermos que ele nasceu.
      Muito bom ler-te e ver-te por aqui.
      Meu fraterno abraço, amigo.

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