CHEIRO DE CHUVA

Nesta semana das crianças levamos as crianças (Sofia e Emmanuel) para viverem experiências diferentes… Andaram a cavalo, em carrocerias de trator, subiram em árvores, chuparam jabuticaba embaixo do pé, pescaram em lagos, enfim, sentiram um pouco o que é a vida no campo… Para além da curiosidade e alegria das crianças, queimadas em excesso e a ausência de chuvas, chamaram-me atenção… Sofia lembrou-me de um poema, cujo título ela deu há mais dois anos atrás. Neste dia em que as chuvas parecem chegar, o republico a pedido dela…

 

 Antes que chegue a chuva,

Nessas serras, nesses campos,

A terra fértil em seu descanso

Espera as nuvens com seus prantos,

Engravidá-la com as sementes

Que dá vida a tanta gente…

 

Antes que chegue a chuva,

Nas selvas de pedra desta cidade,

A terra oculta até a fertilidade,

Que outrora inundava de felicidade

Qual noiva no dia do casamento,

Hoje escondida por tanto cimento…

 

Quando chega a chuva,

Nas serras e nos campos

O cheiro de terra sobe aos céus,

Como prece que se eleva a Deus

Já pronta para o novo plantio,

Saciada nos desejos de seu cio…

 

Quando chega a chuva,

Nesta selva de pedras de Beagá,

Anunciada na alegria do sabiá,

Em meio às flores da sibipiruna,

O bem-te-vi alegre vem avisar,

Que o verde da vida irá voltar…

 

O cheiro de chuva

Na selva de pedras ou dos campos,

Exala perfume em nossas narinas,

Ameniza a poluição, melhora o clima,

Apaga as queimadas assassinas,

Lição que só a natureza ensina…

 

Estevam Matiazzi- Outubro de 2019

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