OS ‘JARDINS’ DE CLARA

Este poema é uma homenagem à minha mãe, Clara, e sua história de vida, especialmente, sua relação e paixão pela família e as flores, neste dia em que ela completa 65 anos… Sua alegria contagiante e sua intensidade para viver estão descritas nestes versos. Reedito o poema desta feita com a declamação

 

Clara, seu jardim de infância,

Foi na colheita do algodão;

Junto àquelas flores brancas,

Sentia as batidas do coração,

Em tão cedo, ter que trabalhar…

 

Clara, seus ‘jardins de menina,

Foram as ‘flores’ brancas do cafeeiro;

Nelas, via-se a si mesma,

Logo, substituídas pelo vermelho

De frutos, aromas e paixões a si misturar…

 

Clara, seus jardins’ da puberdade,

Foram nos campos de girassol;

Pequena menina, grande responsabilidade,

Pele branca, a resistir o calor do sol

Tão jovem, sem poder estudar…

 

Clara, nos jardinsde sua adolescência,

Envolta por todas aquelas flores,

Tão cedo, teve que se tornar mulher;

No sonho inebriante daquelas cores,

Com o primeiro amor, resolveu se casar…

 

Clara, do Paraná para os jardins de Minas,

Não tivestes tempo para adaptação;

Nojardim’ fértil de tão jovem menina,

Mesmo sem ter a melhor condição,

Seus filhos, mesmo na dor, vieram adornar…

 

Clara, nos seus ‘jardins’ de Minas,

Cultivastes agapantos e margaridas;

Mas, foram pelas rosas multicoloridas

Ao lado de cinco filhos e uma filha,

Que na vida aprendestes a acreditar…

 

Clara, nos ‘jardins’ de sua história de vida,

Cultivastes flores e frutos com muita fé;

Maneira contagiante de transmitir alegria,

Nas gargalhadas e nas lágrimas de mulher,

Que carrega em si, uma energia tão singular…

 

Clara, seus ‘jardinsnão escondem segredos,

As flores nele cultivadas, são para a alegria,

De beija-flores, abelhas e outros insetos;

Singelas, refletem a beleza da criação divina,

Maravilhas da natureza a nos enfeitiçar…

 

Clara, seus ‘jardins são centelhas de vida,

Seja nas flores reais que com carinho cultivas,

E até nas virtuais, como suas ‘lindas orquídeas’;

És luz para seus amigos e toda sua família…

Refletes de Deus a capacidade de nos amar…

ESTEVAM MATIAZZI/ 21 DE AGOSTO 2020

Se inscreva no meu canal do youtube (Estevam Matiazzi) para ver e ouvir a declamação deste e de outros poemas.

15 comentários

  1. Para aqueles/as quem não tem acesso ao meu face ou twitter, este poema é uma homenagem à minha mãe (Clara) pelo seu aniversário de 62 anos. É, uma síntese da história de vida dela e da relação que ela mantém com as flores…

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    • Neste poema conto a vida dela e a relação que ela tem com as flores. Eu já falei sobre você para ela. Mas, como ela tem pouca familiaridade com o face ainda não conseguiu encontrá-la no face. Se possível, envie uma solicitação de amizade para ela no face. Clarici Matiazzi. Ela vai amar. Abraços.

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  2. Dio….Feliz Aniversário amiga Clara(desculpe mais passou)ainda bem que olhei oblog do meu amado genro(seu filho)e não poderia deixar de ti mandar um forte abraço.Deus proteja todos vcs .

    Curtido por 1 pessoa

  3. Escrever para mãe, é sempre uma tarefa muito árdua.
    A tendência é pensar que elas não cabem no poema.
    Na maioria das vezes,os nossos sentimentos transbordam e as nossas palavras se perdem.
    A tendência é a hipérbole e ,até mesmo, um certo pieguismo.
    Na homenagem à mãe, o nosso querido poeta tem a receita , a medida e dom de fazer chorar qualquer coração materno.
    Mãe jovem que, mesmo ao criar um filho sem a idade madura, teve emocional para educar, fazer o filho vencer.
    É esse o sentimento que essas palavras amorosas me passam.
    Com certeza, no dia do aniversário, a mãe ,ao ler esses versos de amor,curvou os joelhos e disse no ouvido de Deus:” gratidão, meu Pai, pelo filho que tenho.😍

    Curtido por 1 pessoa

    • Na maioria das vezes,os nossos sentimentos transbordam e as nossas palavras se perdem…. com estas palavras descritas em seu comentário,, digo-lhe que também assim o é em relação aos filhos …
      Nestes versos contei a história de minha mãe. Uma história muito dura, repleta de obstáculos, de espinhos, que só não machucaram mais pelos jardins e flores que ela sempre cultivou até mesmo no concreto urbano… Muito obrigado Márcia, por tão generoso comentário.

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