A VIDA VISTA DAS JANELAS VI

4 meses de isolamento social (aqui no Brasil)… Sexto poema da série ‘A Vida Vista das Janelas’…  Janela lateral da sala de estar… Lá fora as cenas, por vezes, são de assustar… Aqui dentro a luz do sol a brilhar é forma de na vida acreditar… Paz e Bem… Poesia e vida para espalhar…

 

Olho pela janela

Vejo torre amarela

Alta com muitas janelas

Pessoas batem panelas

Arrependidas estão elas

 

Olho pela janela

Vejo outra torre dela

Mais alta e mais janelas

Surdas estão as panelas

Indiferentes às mazelas

 

Olho pela janela

Vejo uma quadra vazia

Sem criança, sem alegria

No ar paira certa nostalgia

Cena repetida na pandemia

 

Olho pela janela

Vejo o começo da tarde

O sol brilha com intensidade

Mas, o medo paira na cidade

Os olhares são de saudade

 

Olho pela janela

O sol ainda está a brilhar

Emmanuel e Sofia a brincar

Quanta vida para acreditar

Paz e Bem para espalhar

ESTEVAM MATIAZZI- 18 DE JULHO DE 2020

Para aliviar as tensões ouça ‘Amor leva Eu’  com Almir Sater e Renato Teixeira.

 

 

32 comentários

  1. Dio … conheço esta imagem que vc se refere e imagino a nostalgia .sentida da ausência de pessoas e barulho de crianças brincando lá nas quadras…feliz escolha da música

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  2. Dio … conheço esta imagem que vc se refere e imagino a nostalgia .sentida da ausência de pessoas e barulho de crianças brincando lá nas quadras…feliz escolha da música

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  3. Não se pode fazer vista grossa para a “A Vida Vista das Janelas Vl” meu caro Estevam… tem muito a dizer deste momento em que vivemos. Eu literalmente pairo sobre “Emmanuel e Sofia a brincar” e sei que estes versos são suas bençãos para as vidas destes pequenos…. Paz e Bem a espalhar! Que seu domingo seja abençoado meu caro amigo… um grande abraço!

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    • Paz e Bem, Sandro. Já viestes aqui em casa, já visitastes o cantinho onde escrevo, já vistes a pequena grandinha e o pequeno artista, então, já sabes o quanto estas janelas são inspiradoras… Obrigado. Fraterno abraço.

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  4. As janelas continuam me confortando nesses dias, junto com a literatura e a música em lento caminhar pelo apto. Não tenho torre por perto, tenho um céu que será apenas sonho qdo o prédio ao lado for construído mas distante duas quadras olho uma outra janela, parece daquelas medievais, ou do interior da Itália. A rua a cada dia cresce em movimento e as pessoas vão perdendo o medo. Aqui, confinado, o café acolhe meus pensamentos e leio com suavidade a poesia que aos poucos se torna horizonte. E todo horizonte é futuro. Um grande abraço.

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