NO CORAÇÃO D’ALMA II

Alma e Coração Volume II… A alegria de ter mais quatro poemas publicados pela Editora AlmaLusa de Portugal na Antologia Poesia e Prosa Contemporâneas, me estimulou a fazer a última publicação de 2019.  Na Primeira Edição publiquei dois poemas: ‘Trem de Minas’ e “O Ser das Rosas”… Na Segunda Edição são quatro poemas meus: “A Vida Amor-tecida”, “O Amor (Não) é”, “ Vida Corrida… Perdida” e, “Cheiro de Vida”… Ao lado de mais 27 poetas, tive o prazer de indicar o meu amigo Orlando Nogueira (O Poeta Carvoeiro) autor do Blog Rabiscos Poéticos do Carvoeiro que também faz parte desta Antologia com 8 de seus poemas publicados. Na Primeira Edição fiz a junção dos títulos dos poemas e escrevi No Coração d’alma, para homenagear os/as 18 poetas participantes. Desta vez, não foi tão fácil repetir a homenagem, mas, saiu… No Coração D’alma II… O texto, por vezes, pode parecer sem sentido, mas, a inspiração poética de cada um/a dos/as 27 poetas está nele representados nos títulos/versos que estão destacados na cor lilás utilizada na capa do livro…

 

(Re) nasci para te Amar!

Nas minhas lembranças

Para ti, minha Alma Gêmea…

Loucura personificada? Podem assim chamar…

Sejamos viver… Assim como Rio…

Como plumas a levitar…

Chave que abre a janela do ar…

 

O Poeta na sua experiência                     

Faz uma viagem no silêncio

Sabe que é pó… Ave a voar…

Um alimento da Alma…

Uma escrita em folha de papel

Poesia para declamar…

Ela não estará enferrujada!

 

Não sei… Talvez sejam presságios…

 Escrever é castigo ou maldição?

Matemática sem contas…

Perdida nos contra-sensos

Em despertares e diários

Que nos levam a encruzilhadas…

Serei eu um pedinte?

Poeta a clamar por amor?

Mesmo que não sentes os tempos?

Um dia… Para, busca e sente…

 

Anglicanism: religião

Em busca de salvação?

Hostes espirituais em evolução

Blue Minds, mentes azuis

Qual será a razão?

O culminar do amor?

É o que se diz: hoje acordei esquisita…

Sensação de andar como que em patins novos…

 

Dêem- me a primeira permissão…

Dêem-me a segunda…

Dêem-me a terceira…

Dêem-me a quarta…

Dêem-me a quinta e última… Por agora…

Quero oferecer um poema para ti

Tu que és a ilha que eu amo

Onde contemplo a lua cheia…

Extasiado em Cabo Verde…

 

Bem se diz que a família não se escolhe!

Mas, revivendo sem sonhos

Não sofro do mal d’inveja…

Quando me olhas com carinho

Em ti se manifesta a natureza humana

E mesmo que inapto

Seu coração negro alvoroçado

Sem perdão… Faz de mim…

Um ser mais belo que a neve…

 

Nas mãos do mundo

Nas noites de Drummond

Sem as sombras de minhas vestes

Terei hoje entrado nua pela alegria adentro?

Numa vida amor-tecida

O amor (não) é…

Uma vida corrida… Perdida!!!

O cheiro de vida…

É cheiro de jasmim e mel de Kamadeva?

 

Meu coração é fado e buleria

Um desnude poético

Em quereres maiores…

No viver ou vivências?

Encontro-te no café da esquina…

Onde amei e “amo-te”

Nossas almas em conchas…

Deixando eu sem chão…

“au naturel”

O choro..Pode ser pelo amor e a dor…

Que dia…

 

Por entre ilusões, quedas e decepções…

Esqueça tudoBeija-me…

... Se um dia… Beber de ti…

Renasce em nós aPaixão…

“A verdade é cáustica, explosiva e dói”

Somos como “dois pássaros enjaulados”?

‘“Hoje”, esta “coisa indigesta”

Provoca “os nossos silêncios”

E esperava que estas linhas…

Revelasse a dor, a ilusão que existia…

Mas, é apenas escrita…

Um pesadelo…

Ou uma passagem por um mundo que não é o meu…

 

Amo-te, mas já não te quero de volta

Feristes o orgulho em ser mulher

Já não te interessa… É tarde demais

Esta lágrima dourada

São sinais da paciência

E das promessas…

Talvez somente da inocência…

São palavras minhas (para ti)

E é no teu sorriso que me encanto…

 

Minhas memórias me levam

Ao forno de carvão

Perto dele um pé de ipê

Lembra-me a Mãe do Sertão…

Representação da Virgem Mãe Aparecida

Que protegia nossa casinha branca…

Uma travessia poética…

Paloma: pomba branca

Mensageira da suave fragrância

Que explode num destino

Inevitável e que lentamente

Eleva as mãos durante a noite…

 

Tens tudo o que queres e desejas

Mesmo assim, a vontade de voar

As vezes que apareço…

Sempre aparece em mim…

Pois és o brilho dos meus olhos…

Quero esconder a minha vontade na tua…

Na imensidão do mar e eu…

 

quanto tempo?

Demora-te em mim…

O tempo que por ti

Transforma-se em sintomas dos tempos             

Misteriosas sombras…

Ocultas num amor de prateleira

Como um prólogo…

Porque revela nossa casa do pó…

 

Como se pode ler

Eu não sou poeta

Não domino

A arte do domínio…

Sou só alma sem coração

Perdido ou perdida entre o sol e a lua…

A menina do papá que nunca fui…

 

ESTEVAM MATIAZZI- 29 DE DEZEMBRO DE 2019

 

 

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