MINEIRO NÃO PERDE ‘TREM’

Este poema narra lembranças da infância…  De quando ‘era criança pequena em Barbacena’… Na foto, a ‘longa varanda’ da casa de minha Bisavó materna (Purfira), antes tão movimentada e hoje sempre fechada… A casa não pertence mais à família e está localizada atrás da estação ferroviária central da cidade… Também ela sem o movimento do passado…

 

Quando criança, da casa de uma das bisas,

Via a estação ferroviária de Barbacena,

Sentado em cadeiras de balanço antigas…

Ouvia rádio e misturado às cantigas,

Os apitos dos trens, na mesma cantilena,

Tanto nas chegadas quanto nas partidas…

 

Às vezes, do parapeito da ‘longa varanda‘,

Via pessoas, naquele constante vai e vem,

Movimentos apressados como uma ciranda…

Ouvia, enquanto a bisa servia uma quitanda,

Alguém dizer: corre senão vai perder o trem!

 

Enquanto saboreava as quitandas caseiras,

Via os trens de passageiros e de minérios,

Ali sentado, viajava pelas serras mineiras…

Ouvia causos dos trens com seus mistérios!

 

Numa cadeira de rodas, um tio ‘deficiente’,

Via com olhos fixos, os trens na estação,

Sem falar, o olhar brilhava contente…

 

Na volta para casa, ia com um terço na mão

Recitava em voz baixa, alto era só o Amém!

 

Sem entender porque: ‘mineiro não perde trem’…

 

ESTEVAM MATIAZZI- 08 DE AGOSTO DE 2019

 

13 comentários

  1. Prezado genro parabéns pelo poema…li muitas vezes tive a sensação que estava do seu lado observando tudo.como você …foi muito legal ..Feliz dia dos pais vc é um paizão um abraço..

    Curtido por 1 pessoa

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