NO CORAÇÃO D’ALMA…

‘Trem de Minas’ e “O Ser das Rosas”… Tive o prazer de ver e ler dois de meus poemas publicados numa Antologia Poética em Portugal: Alma e Coração. Agradeço a oportunidade, especialmente, a Maria João por proporcionar-me esta honra. No Coração d’alma é uma ‘espécie’ de homenagem aos/às outros/as 18 poetas participantes. O livro revela toda a sensibilidade poética de cada um/a… Afetuoso abraço a todos/as eles/as… os trechos destacados são os títulos dos poemas…

 Num abraço de braços e letras…

Vogais abertas poeticamente n’alma

Brado d’alma de um poeta dormente

Que prossegue e fica… Ida sem volta…

Sê forte... Não cedes, (não) voltes…

Fazes-me falta Muita falta de mim mesmo…

 

Nos contos de fadas…

Para sempre e nunca são trilhos…

Neles pernas desgarradas

De menina crescida seguiram em frente

O risco da vida como jogos de azar

Um faz de conta num Eu refletido em ti

 

Ainda há tempo... Sabedoria que almeja…

Escrever antes do desenho do fim

Uma história sem cor… Folheada…

Num livro em branco, página de amor e ciúme

Mãos dadas na alma e coração

Como poema de canto triste… Cuja leveza

Chega… Um dia depois... Do luto…

 

Abril sou eu… Setembro se levanta…

Mais mortes… Mas, Deus, e as crianças?

Pelo bebê que morreu... A Dona Maria Canta…

o ‘Ser’ das Rosas amenizam suas feridas…

Apito triste do Trem de Minas nas partidas…  

 

Eu sou uma Panóplia... Armadura poética…

Voei... Poesia… Eis as asas que não possuímos…

É só escrever... Eis uma alma mais leve…

De que te escondes? Neste teu imenso mundo?

Nas noites frias? Quando foi que te perdeste?

Entre gatos pardos e rosas de cardos? É noite… 

 

Permite-te… Voltar a amar…

esta noite... Com tudo para dar…

Tenho saudades do teu olhar…

Sentiste? Tocou-te a alma?

Quero estar em ti... A ti me quero entregar…

Eu sei que já faz tempo… Aquele olhar…

Quero amar-te… E amar… E amar…

Sabes… Quem ama nunca esquece…

Alma gêmea? Jamais pensei encontrar…

Sim, tu és meu vicio... Deixo-me levar…

 

Cheias de imperfeições… São duas pessoas…

Mas, Perco-me em ti… Em teus lábios viciantes…

Não, o amor não muda… Quem muda são os amantes…

Nas suas palavras silenciadas…

O tempo… Vai deixando e apagando marcas…

Um ano teu… Meu… Nosso… Um ano…

 

…Desde que nasci… No sorriso cansado de minha mãe…

Enquanto te desvendavas em segredos… Nos poemas…

À noite se entregou… Num adágio para uma noite de insônia…

A insônia já cansada… No coração d’alma…

 ESTEVAMATIAZZI

 

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